sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Chapeuzinho Vermelho

Chapeuzinho Vermelho
Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse apelido pois desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor.
Um dia, sua mãe pediu:
- Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que estão na cestinha. Você poderia levar à casa dela?
cestinha na mesa
- Claro, mamãe. A casa da vovó é bem pertinho!
- Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai, nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um lobo muito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá.
- Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho!
E assim foi. Ou quase, pois a menina foi juntando flores no cesto para a vovó, e se distraiu com as borboletas, saindo do caminho do rio, sem perceber.
Cantando e juntando flores, Chapeuzinho Vermelho nem reparou como o lobo estava perto...
lobo escondido atr·s da ·rvore
Ela nunca tinha visto um lobo antes, menos ainda um lobo mau. Levou um susto quando ouviu:
- Onde vai, linda menina?
lobo rindo
- Vou à casa da vovó, que mora na primeira casa bem depois da curva do rio. E você, quem é?
O lobo respondeu:
- Sou um anjo da floresta, e estou aqui para preteger criancinhas como você.
- Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também disse que tem um lobo mau andando por aqui.
- Que nada - respondeu o lobo - pode seguir tranqüila, que vou na frente retirando todo perigo que houver no caminho. Sempre ajuda conversar com o anjo da floresta.
- Muito obrigada, seu anjo. Assim, mamãe nem precisa saber que errei o caminho, sem querer.
E o lobo respondeu:
- Este será nosso segredo para sempre...
E saiu correndo na frente, rindo e pensando:
lobo correndo
(Aquela idiota não sabe de nada: vou jantar a vovozinha dela e ter a netinha de sobremesa ... Uhmmm! Que delícia!)
Chegando à casa da vovó, Chapeuzinho bateu na porta:
- Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho!
- Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre.
A menina pensou que a avó estivesse muito doente mesmo, para nem se levantar e abrir a porta. E falando com aquela voz tão estranha...
lobo disfarçado de vovó
Chegou até a cama e viu que a vovó estava mesmo muito doente. Se não fosse a touquinha da vovó, os óculos da vovó, a colcha e a cama da vovó, ela pensaria que nem era a avó dela.
- Eu trouxe estas flores e os docinhos que a mamãe preparou. Quero que fique boa logo, vovó, e volte a ter sua voz de sempre.
- Obridada, minha netinha (disse o lobo, disfarçando a voz de trovão).
Chapeuzinho não se conteve de curiosidade, e perguntou:
- Vovó, a senhora está tão diferente: por que esses olhos tão grandes?
- É prá te olhar melhor, minha netinha.
- Mas, vovó, por que esse nariz tão grande?
- É prá te cheirar melhor, minha netinha.
- Mas, vovó, por que essas mãos tão grandes?
- São para te acariciar melhor, minha netinha.
(A essa altura, o lobo já estava achando a brincadeira sem graça, querendo comer logo sua sobremesa. Aquela menina não parava de perguntar...)
- Mas, vovó, por que essa boca tão grande?
- Quer mesmo saber? É prá te comer!!!!
lobo comilão
- Uai! Socorro! É o lobo!
A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo bem atrás dela, pertinho, quase conseguindo pegar.
Por sorte, um grupo de caçadores ia passando por ali bem na hora, e seus gritos chamaram sua atenção.
Ouviu-se um tiro, e o lobo caiu no chão, a um palmo da menina.
Todos já iam comemorar, quando Chapeuzinho falou:
- Acho que o lobo devorou minha avozinha.
- Não se desespere, pequenina. Alguns lobos desta espécie engolem seu jantar inteirinho, sem ao menos mastigar. Acho que estou vendo movimento em sua barriga, vamos ver...
Com um enorme facão, o caçador abriu a barriga do lobo de cima abaixo, e de lá tirou a vovó inteirinha, vivinha.
- Viva! Vovó!
E todos comemoraram a liberdade conquistada, até mesmo a vovó, que já não se lembrava mais de estar doente, caiu na farra.
vovó de skateChapeuzinho dançando
"O lobo mau já morreu. Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso brincar na floresta."
FIM

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Chapeuzinho Vermelho, em uma versão diferente:


Pelo gorro que ela usava
"Chapeuzinho Vermelho" era chamada.
Com a mãe ela morava
numa casinha de branco caiada.
Visitando a avó, um dia
ela encontrou um lobo disfarçado.
Que susto, que correria!
É o que vai nesta estória contado.

Passado aquele perigo
foi realizada uma grande festa.
Todo mundo agora é amigo, 
já não existe lobo na floresta,
ele jaz, ali, no chão.
Mas Chapeuzinho aprendeu a lição.

domingo, 18 de agosto de 2013

Charles Perrault

Esse é o verdadeiro autor do conto da Chapeuzinho Vermelho, e claro de muitos outros contos. Falaremos um pouco sobre esse homem que é condiderado o Pai da Literatura Infantil.


    Charles Perrault nasceu a 12 de Janeiro de 1628. Viveu sempre em Paris. Morreu aos 75 anos, a 16 de Maio de 1703.
    Aos 15 anos, terminou os seus estudos por se ter desentendido com um professor.
   Em 1643, ingressou no curso de Direito e, em 1651, com 23 anos, conseguiu o seu diploma, tornando-se advogado.
   Foi escitor e poeta, sendo o primeiro a dar acabamento literário a um certo tipo de literatura, que lhe conferiu o título de Pai da Literatura Infantil. Muitas das suas histórias, ainda hoje, são editadas, traduzidas e distribuídas em diversos meios de comunicação e adaptadas para várias formas de expressões, como o teatro, o cinema e a televisão...

Chapeuzinho Vermelho (Charles Perraut)

Apesar de o conto ''CHAPEUZINHO VERMELHO'', ser aquele que ouvimos desde nossa infância, do lobo que devora a vovó e a Chapeuzinho, depois chega o caçador  mata o lobo malvado e salva a vovó e a menina, não é bem assim que foi criado esse conto. O verdadeiro conto, escrito originalmente por Charles Perraut, não tem um fim muito feliz não, a menos que você seja á favor do lobo, pois na versão original a nossa querida Chapeuzinho e sua bondosa avó morrem, e não existe nenhum caçador. Os contos escritos antigamente, principalmente os escritos por Perraut, não tinham um final muito agradável, pois o objetivo deles, era passar uma lição de moral, para todos aqueles que ouviam e/ou liam o conto. O conto da Chapeuzinho tinha como principal objetivo ensinar, que, não devemos falar com estranhos. E de dessa forma todos os leitores aprenderiam, pois com o final triste eles iriam ficar atento, e não conversariam com estranhos, lição essa, aprendida, e com o final feliz, pensariam que sempre iria chegar um herói, mas a vida, segundo Perraut nem sempre nos dá uma porta de escape.  

Conto de Fadas

Como sabemos, Chapeuzinho Vermelho é um conto, então vamos saber um pouquinho sobre o que realmente é um ''Conto de Fadas''.


Conto de Fadas !!!

No Brasil e em Portugal os contos de fada, na forma como são hoje conhecidos, surgiram em fins do século XIX sob o nome de “contos da carochinha.” Foi dado o nome de “ conto de fadas” somente no século XX. A palavra portuguesa “fada” vem do latim FATUM(destino, fatalidade, fado).
Caracteristicamente os contos de fada envolvem algum tipo de magia, metamorfose ou encantamento, e apesar do nome, animais falantes são muito mais comuns neles do que as fadas propriamente ditas.

domingo, 16 de junho de 2013

Justificativa

      Com esse trabalho temos o intuito de aprofundar nossos conhecimentos na área da literatura infantil, que é de extrema importância tanto na formação de nós professores como no desenvolvimento psicológico, social e moral das crianças.
     Partindo deste pressuposto pretendemos dar ênfase ao conto da Chapeuzinho Vermelho, bem como estudar sua origem, as questões psicológicas, a intertextualidade e identificar as várias versões que foram criadas a partir do conto original.
     Em seguida buscaremos relacionar os dados obtidos na pesquisa com a vida cotidiana das crianças, podendo assim criar um paralelo entre a questão moral envolvida no conto e a influência exercida sobre as crianças.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Objetivos específicos

Ressaltar as várias versões e autores do Conto.
Discutir sobre a intertextualidade dos principais livros estudados.
Identificar a ideia central abordada nos contos.